Havia um homem sentado rabiscando a areia com seu dedo. E os homens que me seguravam, pediu que ele então me julgasse e insistiam para que assim eles pudessem tirar a minha vida à pedradas.
Eu sabia que não poderia falar nada como sempre, e mesmo se eu falasse nada do que eu falasse teria valor. Como eu queria gritar e fazer com que todos ouvissem que eu estava cheia, farta de tudo!
Então ouvi aquele homem com voz branda dizer “— Quem de vocês estiver sem pecado, que seja o primeiro a atirar uma pedra nesta mulher! ”
Eu não podia acreditar no que eu estava ouvindo. Então olhei para ver quem era aquele homem. Mas ele não olhou para mim.
Parecia que o tempo havia parado. Aquilo era absurdo demais... ver todos calados e alguns soltando no chão as pedras que iriam jogar em mim.
E assim aqueles homens cheios de ódio, estavam agora constrangidos e indo embora.
Eu ainda não sentia forças para correr, mas será que eu poderia?
Foi então que aquele homem se levantou e olhou para mim. Sim ele olhou em meus olhos, como quem diz “calma, está tudo bem agora”, então ele me dirigiu a palavra como quem falava a alguém importante e me perguntou “— Mulher, onde estão eles? Não ficou ninguém para condenar você? ”
Era isso mesmo, ele estava interessado em me ouvir.
Respondi “— Ninguém, senhor! ”
Logo aquela voz suave entrou pelos meus ouvidos e atingiu meu coração “— Pois eu também não condeno você. Vá e não peque mais! ”
Eu respirei fundo. Foi surreal aquele momento.
Eu senti a vontade de viver invadindo minhas veias. Senti o que muitos descrevem como “benção”.
Aquele homem me fez enxergar o amor. Por um segundo estar viva valia a pena. Eu que sempre pensei ser um problema para o mundo, um peso para o universo, me senti acolhida pela vida.
E sua palavra martelava em minha mente “vá”, “vá”, “vá e não peque mais! ”
Foi como ter jogado a caixinha da rejeição num mar do esquecimento e ter recebido um abraço da vida, me dizendo que “tudo bem ser quem você é, podes desfrutar da sua vida tendo uma nova chance de fazer o bem a si mesma”.
Eu não podia acreditar no que eu estava ouvindo. Então olhei para ver quem era aquele homem. Mas ele não olhou para mim.
Parecia que o tempo havia parado. Aquilo era absurdo demais... ver todos calados e alguns soltando no chão as pedras que iriam jogar em mim. E assim aqueles homens cheios de ódio, estavam agora constrangidos e indo embora.
Eu ainda não sentia forças para correr, mas será que eu poderia?
Foi então que aquele homem se levantou e olhou para mim. Sim ele olhou em meus olhos, como quem diz “calma, está tudo bem agora”, então ele me dirigiu a palavra como quem falava a alguém importante e me perguntou “— Mulher, onde estão eles? Não ficou ninguém para condenar você? ”
Era isso mesmo, ele estava interessado em me ouvir.
Respondi “— Ninguém, senhor! ”
Logo aquela voz suave entrou pelos meus ouvidos e atingiu meu coração “— Pois eu também não condeno você. Vá e não peque mais! ”
Eu respirei fundo. Foi surreal aquele momento.
Eu senti a vontade de viver invadindo minhas veias. Senti o que muitos descrevem como “benção”.
Aquele homem me fez enxergar o amor. Por um segundo estar viva valia a pena. Eu que sempre
pensei ser um problema para o mundo, um peso para o universo, me senti acolhida pela vida.
E sua palavra martelava em minha mente “vá”, “vá”, “vá e não peque mais! ”
Foi como ter jogado a caixinha da rejeição num mar do esquecimento e ter recebido um abraço da vida, me dizendo que “tudo bem ser quem você é, podes desfrutar da sua vida tendo uma nova chance de fazer o bem a si mesma”.
Então sai andando pela rua, sem procurar o olhar de ninguém, mas olhei para os céus e pude ver quão lindo estava aquele tom azul... meu coração estava leve...
Lembrei das palavras que ouvi papai lendo “de onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra”.

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